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Alexandra Neto

Qua | 21.03.18

INVESTEMENT BAGS #1 - THE REAL CLASSICS

Recentemente dei, finalmente, o primeiro (de, espero eu, muitos) passos no mundo das investement bags. Adiei isto anos e anos. Para terem noção, quando criei este blog (em 2009!!!), já planeava este investimento. E não, nem sequer foi a 2.55...

Comecemos por aqui: tudo é uma questão de prioridades. Mas também de se querer, de gostar e, claro, de se poder.  Não é exactamente o "em vez de três peças, compro uma", que podemos fazer quando compramos alguma peça com mais qualidade. NÃO! Falamos de valores diferentes. Falamos de peças de luxo, que são mais do que peças para a vida - são peças com alta qualidade (nem todas, mas ok), sim, mas também são peças onde pagamos a etiqueta. E, em grande parte, pagamos a história que a marca já tem, o hype da mesma, e o facto de serem peças icónicas.


Nem todas as bolsas de luxo são Investment Bags, no conceito que o mundo da moda lhes dá. Falamos de bolsas que, mais do que luxo, são icónicas, são uma grande tendência (grande em duração). E vou abordar vários tipos. Começamos com as REALMENTE ICÓNICAS!


O que faz de uma bolsa (a meu ver), realmente icónica? A história, sem dúvida!! Para mim, uma bolsa icónica é uma bolsa com história. E as minhas (e da internet e dos livros que li, no geral) são: 



2.55 e Classic Flap

Esta, para mim, é o real deal. Porque gosto realmente da história de Gabrielle e da casa Chanel - claro que tenho noção que existe todo um exagero, muito marketing, claro. Ainda assim, gosto. Tenho todo um fascínio, sempre que vou a Paris gosto de passar pela Rue Cambon. E, atenção, tirando cosmética (por acaso, também é das minhas marcas preferidas), não tenho nada Chanel!

Afinal, esta foi a primeira bolsa de ombro. Se é verdade ou não, não sei, mas existe uma explicação e uma razão para TODO E QUALQUER pormenor desta bolsa. E é isto que faz desta bolsa a minha #1.


Adiante, existem duas versões: a Classic Flap, criada por Karl Lagerfeld nos anos 80, como um "upgrade" ao modelo original, muito semelhante. Depois, temos a 2.55 Reissue, que é a menos popular, no entanto, mais semelhante ao modelo original.

É caríssima (e cada vez mais) - especialmente porque já a vi a bem menos de metade do preço! ahah E, em reviews do YT, dizem que é uma bolsa com uma pele "sensível" (qualquer um dos dois tipos de pele disponíveis), com a qual é preciso muitos cuidados e é um modelo para não dar muito uso.

Ainda assim, #GOALS.
(ou, next in line)



Jackie, Gucci

Na era Alessandro o modelo Jackie passa-nos muito ao lado e até nos esquecemos dele. Mas, sem dúvida, que este é um dos mais emblemáticos da história da marca. Não só porque se tornou um dos preferidos de Jackie O. - o modelo já existia mas, por isto, mudou o seu nome - mas porque, de facto, é um modelo muito bonito, elegante e prático. É "A" hobo bag.

Existe em várias cores e materiais, mas o meu preferido é o clássico, no Gucci canvas e rebordo em pele castanha. 





Bamboo, Gucci

Aqui não falamos de um modelo específico, mas de uma linha (já muito extensa) da marca. Falamos das bolsas com alça em bamboo - técnica que data do pós Segunda Guerra Mundial, onde tudo escasseava. O Sr. Gucci reparou neste material, muito prático e flexível para criar alças e registou como patente da marca. Nos anos 50/60, estas bolsas foram um furor, e Frida Giannini relançou o modelo.

Usando a mesma expressão da anterior, emblemáticas e (para mim) um clássico que ficará sempre bem - com a vantagem que podem escolher um modelo totalmente ao vosso gosto (existem mesmo muitos).




Kelly, Hermès 

Foi a musa Grace Kelly que deu nome a uma das duas bolsas icónicas da Hermès, que já existia desde... O final do século XIX. Não era uma bolsa comercial para mulher, era para ser usada por cavaleiros (a origem da marca é esta). Foi nos anos 50 que esta bolsa teve um boost na sua popularidade quando a actriz-tornada-princesa usou este modelo para disfarçar a sua primeira gravidez.

Pessoalmente, acho o modelo (e "a história") mais encantador que a Birkin que, hoje em dia, se tornou um pouco mais num money status do que num elegance status. E passo bem sem o primeiro.

Na verdade, passo bem sem as duas, especialmente depois dos inúmeros relatos que li sobre o atendimento ao cliente pela marca, que vai no sentido oposto aos meus "princípios" (ler mais neste post).




 Speedy, Louis Vuitton

O que faz da Speedy o modelo a destacar, em frente das irmãs Noé, Alma e Neverfull? A história (e o marketing). Como devem saber, a LV começou por ser uma marca de baús e malas de viagem (desde 1858), e foi exactamente Audrey uma das "responsáveis" pela popularidade da marca em bolsas de mão, quando pediu, em 1965, uma versão mais pequena da Keepall - a Speedy. Esta já era feita (desde os anos 30, numa quantidade muito pequena), mas foi aqui que se tornou um modelo fixo e um dos ícones da marca.

E, desde há muito, a minha preferida (e a primeira que comprei) muito possivelmente por todas as imagens e a associação à Audrey. (ohhh, #fofi).




Lady Dior, Dior

Esta é, possivelmente, a única bolsa que considero icónica mesmo sem me dizer nada (mesmo com as versões giríssimas que a equipa da Maria Grazia tem feito).

Mas a história é muito engraçada: em 1995 a Primeira-Dama de França da altura, Bernardette Chirac queria oferecer um presente original (e, claro, francês) à princesa Diana, então pediu à casa Dior uma sugestão - a bolsa, na altura, Chouchou, acabou por ser perfeita. Diana foi captada muitas vezes com a sua Chouchou que, claro, a casa Dior se apressou a registar como Lady Dior - em dois anos, foram vendidas 200 mil bolsas deste modelo. #Respect #Influencer ahah




Next stop: os novos clássicos!!

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